quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Não sou essa que está aqui

A criança que fui hoje chora!

E quem sou se não aquela que fui?
criança com medo
sozinha e desesperada
que acredita na bondade do amor

Quem sou além daquela que quero ser?
Ingênua e com a alma em paz
tolerante, mesmo que por um instante
forte, em um corpo frágil
e corajosa o bastante para dizer que temo
mas que esse medo não me impede de ser

E quem sou além dessa que está aqui?
várias, certamente, exceto essa
sou o que fui mas também o que quero ser
sou o que todos veem ou o que eu quero que vejam
mas, sou sobretudo, várias em mim
basta olhar por um pouco de tempo
Será possível enxergar que sou o que fui e o que quero ser
hoje e sempre.

3 comentários:

Marina Melz disse...

podes metamorfosear quantas vezes precisares. a essência não muda. e essa tua aí, é das mais bonitas.

Tiago Ribeiro disse...

Taishtôla?

Tati Plens disse...

É sempre essa coisa inconstante. Alguém que pode mudar com vento, sol, chuva... mas a essência é a mesma sim. Somos um pedacinho do que vemos, do que sentimos... de tudo. Há uma imensidão tão grande nisso...